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08/05/2012

Instituto NT – cinema e gastronomia em um só lugar



Agora que já falamos do Café GNC e do Café do Unibanco Arteplex, falaremos de um local em Porto Alegre que muitos não conhecem, ou que vagamente ouviram falar. É o Cinema Café do Instituto NT de Cinema e Cultura. Aberto em 2009 com a Mostra do cineasta Italiano Frederico Fellini, O Instituto NT fica localizado em um imóvel tombado como patrimônio histórico, todo o ambiente lembra uma casa, pois se trata realmente de uma antiga residência, que por ser tombada, não pode ser modificada. Isso traz certo charme ao local, pois como vocês poderão ver nas fotos mais adiante, existe até uma antiga lareira dentro da sala de cinema. E esta sala é o Cine NT. Na verdade pretendo falar de todo o conjunto, cinema, café e ainda o local destinado a eventos, exposições, oficinas, etc. Por isso aviso que o texto é longo e são várias fotos, mas acredite, vale a pena ler até o final.




Mas vamos às fotos? Um detalhe mais interessante que o outro.

Quando entramos nos deparamos com esse corredor.


Podemos seguir pela esquerda passar perto da placa...


... e chegar nessa escada, que dá acesso à parte de cima, onde são realizados os eventos, etc.


Do alto da escada, um olhar pra baixo:


Mas vamos aos detalhes do hall de entrada, uma pena que a porta estava fechada e não pudemos entrar. Este dia era um feriado.



E olha o Maza ali sentado observando essa pintura maravilhosa do teto!




Não conheço maiores detalhes de arquitetura e urbanismo então, me resumo a dizer que as paisagens, as pinturas são muito bonitas!


Pena que o chafariz estava sem água (desde que conheço o local está assim)...


Ali naquele canto ficam os toaletes, e vai dizer que essa casinha não parece uma casinha de Hobbits? É interessante isso.

Durante alguns meses em que eu não estava trabalhando eu comparecia a todas as cabines de imprensa de filmes que eles disponibilizavam ali. E durante o aconchegante café da manhã que o NT oferecia nesses dias, as conversas giravam em torno de quase tudo, mas principalmente cinema. E quando alguém iria se ausentar para aqueles lados ali dizia: “vou à casinha dos Hobbits”. Sinto falta desse pessoal todo que eu costumava encontrar quase que uma vez por semana. Mas precisamos trabalhar, né? Hehe... Como meu trabalho não é relacionado com cinema – o cinema é uma paixão e um hobby – infelizmente não tenho mais como comparecer nas cabines.


A altura na entrada da porta é mais baixa, e dentro você pode ver os desenhos de umas pegadas no chão. À direita para as damas e à esquerda para os cavalheiros. Muito simpático!


Buenas, quando cheguei pedi um café expresso e um pão de queijo, enquanto esperava o Maza chegar para nossa sessão de cinema. O pão de queijo estava meio torradinho, dava pra sentir o gosto meio diferente. Pão de queijo é uma coisa que se passa um pouco do tempo no forno, fica assim. O café deles é ótimo. Sempre.


Aqui o ambiente do Cinema Café em si, ao fundo um telão, onde são transmitidos shows, informações, etc. E na época do Oscar, a transmissão é feita ali também.


A vitrine dos “comes”...


... e as geladeiras dos “bebes”.


Um enfeite interessante. Eles servem também espumantes.


Vamos à sala de cinema?

Na entrada, um aviso super-ultra-mega importante!


Entrando, e...


... Eis a sala! Com capacidade para 50 pessoas, mas bem espaçoso e confortável, diferente de outras salas da capital que neste mesmo espaço colocaria o dobro de poltronas.


Mais ao fundo um lugarzinho interessante. Está escuro, mas passando aquele “arco”, temos mais poltronas.


Só fica a dica que pra quem é baixinho – tipo eu – se for sentar lá no fundo da sala precisa de mais almofadas do que se for sentar mais pra frente. Almofadas? Que almofadas?

Essas que ficam em cima da lareira! Eu sempre uso umas 3..hehe linda a lareira, não?


Vejam o detalhe:


Todas essas características dão à sala um ar mais intimista, por assim dizer.

Ooops! Ia me esquecendo, tem toalete dentro da sala também, mas esse é compartilhado masculino/feminino:



Ahhh... delícia! O ar condicionado:


Vocês devem estar se perguntando: “Onde está a tela??” Aqui está a tela do cinema.


É pequena? Até certo ponto pode ser, em um primeiro momento pode parecer pequena e de fato, se assemelha a uma tela de projeção tamanho grande, mas no seu propósito ela funciona muito bem, vocês não tem noção do quanto é bom assistir a um filme nessa sala. Não é só porque a sala que é aconchegante, simpática e tal. Que a programação é diferenciada, composta basicamente por filmes alternativos. Não é só isso, o público é educado, respeita o outro. Ali não vemos gente conversando e “barulhando” com sacos de pipoca e outros durante o filme. Pode ocorrer? Pode, mas a chance é quase zero. E podem dizer que sou chata e tal, mas poxa, será que a criatura que vai ao cinema não consegue ficar 2 horas sem comer e sem mexer no celular? Convenhamos, que fique em casa então!

Saímos da sessão. E agora, vamos embora? Não, de forma alguma. Vamos experimentar os famosos picolés italianos vendidos no local. Na verdade a indústria é brasileira, mas com receita original italiana.

Eu e o Maza nunca paramos para comer um picolé, parece incrível. Adoro sorvete (e ele também), mas das raras vezes que comemos, foi sempre sorvete mesmo e em outros locais, nunca no NT.


Em cima desse freezer tem uma tabela com os sabores e uma letra identificando o preço de cada um deles.

Vamos lá! Letra A: R$ 5,00; Letra B: R$ 6,05; Letra C: R$ 7,15.


Escolhidos os picolés fomos nos sentar.

Em cada mesa temos uma caixinha dessas, com guardanapos e afins. Cada caixinha com um diretor diferente.


Uau! Chocolate Italiano e Chocolate com Menta.


O Maza ficou com o de chocolate italiano, que ele adorou! O comentário dele: “Mestre Truffaut, onde quer que você esteja, se é que está em algum lugar, vai um picolé italiano em sua homenagem”.


E eu, com o de chocolate com menta, sério, nunca comi um picolé tão bom! A casquinha crocante geladinha de chocolate e o recheio refrescante... hummm



Vejam o detalhe do “majestoso picolé de menta com cobertura de chocolate belga” e...


... o “transcendental picolé de vanilla com cobertura de chocolate belga”... Puxa, isso conquista qualquer um!


Opa, como assim chocolate Belga? Sim pessoal, já que nunca tínhamos provado os picolés do local, nada mais justo que uma segunda rodada deles. E assim fomos: Gianduia e Vanilla e Chocolate.


Olha que charme de embalagem simpática e informativa... hehe


O do Maza de Gianduia, eis o comentário dele: “melhor até que o primeiro picolé. E devo dizer, nesse dia pulamos aquele líquido preto maldito e viciante...em compensação, ver esse picolé, ver esse urso fez de cara me lembrar daquela propaganda do urso polar e daquele famoso refrigerante de cola...não pedi dessa vez, mas não esqueci dele!”



E o meu de vanilla e chocolate. Confesso que preferi o de menta e chocolate. Mas este estava bem bom também.


Tanto que resolvi comê-lo na cadeira do Almodóvar. Ali cada cadeira também tem uma plaquinha indicando um diretor de cinema. Que demais isso!


Visitem o Cine NT e o Cinema Café, com certeza não vão se arrepender.


O total ficou em torno de 70 reais, incluindo as sessões de cinema (sim, ainda falaremos de cinema, como que não...). Meu café bem lá no início da manhã ficou em torno de 7 reais. E esses quatro picolés na marca dos 27 pilas.


E olha os nossos ingressos aí!





Depois disso saímos caminhando e essa era a paisagem de uma Benjamin Constant nesse dia de feriado:


E finalmente, falar de cinema, ou achavam que iríamos ignorar isso? Enganam-se, falarei sobre a nossa sessão do dia, que foi o filme As Mulheres do 6º Andar. De início eu estava relutante, não sabia ao certo se queria assisti-lo e ainda mais sair de casa num feriado, pegar 2 bus e tal pra ir ao cinema. Mas, cinéfila que se preze como sou, me fui! O filme é interessante, sabe? Conta basicamente a história de um casal que tem sua vida posta de pernas pra cima quando o marido resolve interagir com as governantas espanholas que moram no 6º andar do prédio onde vivem, andar esse destinado apenas às empregadas. Veja bem, o filme se passa na Paris de 1960, extremamente conservadora. E estas mulheres, as governantas, apesar da dura vida que levam são alegres e espontâneas, e tocado por suas histórias e sua contagiante alegria, Jean-Louis Joubert irá descobrir que existe uma vida extraordinária além das portas de seu pacato apartamento.




Cinema Café
Rua Marquês do Pombal, 1111 ao lado do Hospital Militar – Auxiliadora – Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3361 3111

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