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Pré Venda Harry Potter

06/07/2012

Lourival Restaurante, um quase sessentão dos mais confirmados!



Dias desses a amiga Luciana estava absurdamente cansada, se arrastando e tudo mais. Queria casa, mas ao mesmo tempo estava em um dilema: se vai para casa logo após o trabalho pegava ônibus super lotado e se incomodava ainda mais. Se vai para algum bar pode ficar mais tempo conversando, batendo papo e ficando mais cansada, mas pega o bus um pouco mais vazio. Arrisquei com a segunda alternativa. Aonde ir? Bateu aquele estalo: nunca fomos ao Lourival, de décadas de existência. E a escolha é essa, está feita.

Aberto desde 1953, o local tem um ambiente simples, mas eficiente, algumas mesinhas, cardápio de duas folhas, bem direto.


E uma vasta, vasta carta de cervejas. Também duas páginas, frente e verso. Sendo que de num dos lados (na frente ou no verso, dependendo do ponto de vista) são explicações dos tipos de cerveja, muito bom.

O verso ou a frente...


... a frente ou o verso!


Alguns quadros com fotos antigas, um ar condicionado, etc.



Pensando em pedir um carreteiro de coração e tals, ou um baita filé, mas sabe, pensamos que de filé já provamos recentemente o do Bier Garten, o do Prinz... ah, fica para uma próxima vez vai.

Dessa vez optamos por uns 6 pastéis de camarão e sanduíche aberto, a ideia era jogo rápido mesmo.

Antes, eu optei pela long neck Barley. Leve, bem gelada, mas leve, não senti aquele gosto viciante de outras marcas. O final a mim pareceu enjoativo, não provaria ela de novo. A Luciana foi na coca tradicional, de latinha (tsc tsc, e as cocas de garrafa, onde estão??????).


Chegaram os pastéis. Muito bons, muito mesmo. Por fora bem secos, nada de esfarelar. Na primeira mordida, molhados e bem recheados, prontamente aprovado! Acompanhava molho rosé que só a Lu se aventurou a provar um pouco, pois se tem catchup, eu passo! Mas ela disse que estava bom o molho.


Mais de perto... que tal?


Um close no recheio!


E o sanduíche aberto chega! Muito bem servido, 24 unidades... e  dê-lhe pão branco, ovo de codorna, tomate, pepino e outros...gostei, mas o camarão estava ainda mais saboroso.


Delícia!


Claro que sobrou. Garçom manda uma embalagem ae, beleza...


Mas que embalagem que nada, aqui eles chamam pelo nome: marmitex amigos!


No fim, tudo ficou na faixa dos 55 reais, com discriminação detalhada do pedido, assim que eu gosto, feitoria!


Saímos de lá cedo, com plenas condições de dormir a beça, descansar, e prontos para um próximo dia de trabalho, e claro, já pensando em retornar ao Lourival, de preferência nas segundas quando rola uma oferta de carreteiro de filé e ceva, esse promete!

P.S.: as sobras funcionaram muito bem, sanduíche aberto no café da manhã caiu pra lá de satisfatório e fez o boneco aqui trabalhar com mais disposição... muito aprovado!

Agora sobre o filme, dessa vez a Lu pediu pra falar. Ano passado assistimos a um documentário bem interessante, uma sessão com direito à presença do “documentado”. Mas como ela assistiu ao filme mais de uma vez, inclusive na cabine de imprensa... com a palavra, a Lu!

Roubando Ofício – Ademar Berois conta a história de Ademar Berois, um uruguaio que na década de 60 veio para o Brasil, rumo a São Paulo com a esposa e o violão na garupa da motocicleta.


Berois é um artista plástico, esportista, e um senhor pra lá de alegre e descontraído. Tivemos a oportunidade de participar dessa sessão na presença dele, que encantava a todos à sua volta. Tirou foto de tudo e de todos, pois dizia que quando chegasse ao encontro da esposa ela lhe cobraria fotos! hehe


O documentário é baseado na vida de Berois e conta com depoimentos de familiares e amigos, além dos dele próprio. Desde sua vida no Uruguai até os dias atuais, onde se encontra com 77 anos. O único tropeço do projeto talvez seja o fato de não abordar com mais detalhes, mais profundamente o ofício de Berois em si. Como e porque ele decidiu se enveredar pelo mundo das artes? Quais suas motivações pra isso? Mas, mesmo carecendo de algumas informações, o filme cativa o espectador, principalmente em função do carisma e espontaneidade do personagem.


Rua Vinte e Quatro de Outubro, 1624 – Auxiliadora – Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3337 3405

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