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Pré Venda Harry Potter

25/09/2012

Walter de décadas, sempre uma boa pedida.


Essa coisa do cara ser saudosista ou nostálgico é foda. Pior ainda é se você vive esse clima e ainda está com estômago roncando, é unir a fome com a vontade de comer. E assim fomos para o Walter, com este que vos escreve sabedouro que trocentas vezes foi acompanhado pelos pais a este local, nos anos 80.


Opa, de antemão vamos corrigir: o Walter nos anos 80 era na Cristovão, hoje na Dr. Vale. Não que isso influencie muito para ir ou deixar de ir lá, a distância deve dar uns 300, 400 metros no máximo do local que ali ficou estabelecido por décadas. O que mudou mesmo? Sai aquela “corrida de escadas” intermináveis e que fazia bêbado ficar com calafrios de levar um tombo, entra um local quase sem escadas e que pasmem, até sofazinho de entrada tem para quem espera entrar.






O ambiente é bem família, mesas simples, garçons com aquela barriga saliente, tudo muito clássico, tudo muito bom (garçom magro demais não me passa um bom aspecto, parece que não come às ganhas a comida do estabelecimento... sorry magros, eu sou do time dos gordos... e sou feliz).


Bom, vamos lá, enquanto o tiozão chega à nossa mesa com o cardápio (preços bem convidativos, diga-se de passagem) já fomos pedindo uns chopp’s ae freguesia, desce aquela loira gelada, bem tirada e na medida.


E tchê, tá loco! Olha que o local abria 18h30 e só conseguimos chegar lá na faixa de 19h30 (a ideia era chegar na abertura, mas ficamos pendurados no telefone a espera de um táxi), fizemos nosso pedido e nem 15 minutos depois chegou tudo de uma vez, aquela coisa de fazer a felicidade de qualquer glutão que se preze:


Um arroz branco para a arrancada inicial!


Uma salada de maionese com o básico do básico, e que é o que eu quero: batata, maionese e fim. Se eu quisesse uma com milho, alcaparras, radicci e outros eu não teria pedido salada de maionese (é dureza quando os caras abrem a dispensa em casa ou no restaurante, jogam tudo que é alimento quase vencendo na salada e dizem que é maionese das boas... Bitch Please, Fuck you Losers!).


Um filé de porco não poderia faltar: fininho e macio, crocante por fora...


...espetáculo ainda maior com limões que vieram junto!


Um filé a parmegiana, pois nem só de porco pode-se viver no Walter... molhado, na medida, carne da boa...


E claro, pãozinho de sanduíche para, sei lá, comer com carne, ou maionese, ou puro...


Ou melhor, para passar no molho do parmegiana, como fizemos certa vez na Santo Antônio... melhor mundo!


Tudo muito bom, uma delícia, mas muito trabalho no dia seguinte, e resolvemos pedir para embalar as sobras para garantir o meu almoço de amanhã.


Muita comida, 4 bolachas de chopp e 45 minutos depois, pedimos a conta (sem café, o local não serve café... bom, melhor não servir café do que servir café 7F’s tipo o da Fragata, porque né...) que ficou na casa dos 82 reais. Saímos de lá caminhando pelas bandas da Cristovão Colombo e aproveitando a noite que miseravelmente não chovia. Até pensamos em passar no mercado em comprar uns doces e salgados, mas antes passou um táxi e me fui para casa, descansar e me encontrar com Morpheus, com aquele sentimento de que o Walter continua sendo uma ótima opção quando o quesito é comer às ganhas e não pagar muito caro... aprovado, logicamente.


Bom, já que o Walter remete às lembranças de plena infância minha, pensei em algo diferente, escrever sobre minha primeira sessão de cinema, He-Man e She-Ra: O Segredo da Espada Mágica.

He-Man e She-Ra: O Segredo da Espada Mágica (The Secret of Sword, 1985): Visto em 1986 em algum cinema do centro de Porto Alegre (não era o Cacique, poderia ser o Imperial ou Guarany, Rua da Praia acredito que naquela época ainda não existia cinema).


A história não tem nada de muito espetacular, He-Man tem que enfrentar muitos apuros para encontrar She-Ra, falar para ela a frase da espada para que ela se transforme na loira guerreira e claro, confirmar que ela é irmã do He-Man, bem simples assim.


Sobre a sessão de cinema, lembro-me de ter sido em um dia de semana, quem sabe quarta ou quinta. Um desenho do He-man e She-ra foi minha primeira de milhares de sessões. As poucas imagens que ainda restam em minha mente dão conta da dupla principal, mais o vilão e aquele outro personagem de mola, de cabeça de aço. E sim, mais que um desenho que dois irmãos com superpoderes quando erguem suas espadas, a imagem mais clara daquela sessão e a que causa mais nostalgia (e porque não dizer tristeza, pelos tempos atuais) era de que o desenho foi exibido nos cinemas em uma versão legendada. Posso não ter entendido quase nada do que ali era mostrado, mas adorei a sessão, não reclamei e nem fiquei mais burro pelo fato de ter visto um filme com legendas e não dublado. As distribuidoras eram inteligentes e não sabiam, décadas se passaram e o carnaval de filmes dublados na tela transformam uma ótima sessão em algo frívolo e irregular, por muitas vezes estragando uma até então sessão de cinema que prometia ser ótima.


Na saída, me lembro do centro da cidade escuro, pois já era noite. Luzes dos prédios iluminavam parte da cidade. E, além disso, um detalhe maravilhoso: era um dia chuvoso. Desenho legendado em um dia chuvoso, definitivamente foi um bom começo a minha primeira sessão de cinema!


Rua Doutor Vale, 70 – Floresta – Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3225 2658

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