Livraria Cultura

Pré Venda Harry Potter

24/12/2012

Top Cheesecakes da Lu


Creio que já seja de conhecimento de todos, que além de chocólatra (assumida) e cinéfila, sou apaixonada por Cheesecake.

Originado na Grécia Antiga, repaginado pelos norte-americanos no século XX, e que vem se desenvolvendo e se aperfeiçoando ao longo dos anos – e por que não dizer dos séculos – o cheesecake é um doce que desperta a atenção de muitas pessoas. Principalmente no ramo da gastronomia, pois uma nova receita está sempre surgindo aqui, ou ali.

Conheço dois tipos de cheesecake: o de massa (recheio) assada e o com gelatina na massa. Eu achava que gostava de um dos tipos só, mas agora adoro os dois. Só não curto aqueles que são metidos a cheesecake, como um que vai surgir na minha lista que começará em seguida. Aviso que esse post será longo, mas valerá a pena chegar até o final dele!

Começarei agora com o meu “top-quantos-der-vontade” de trás pra frente, ou seja, do pior para o melhor. E depois colocarei dois caseiros, – um de receita minha e outro de meu irmão – daí com mais fotos. O meu colocarei a receita, o do meu irmão ele disse que é segredo... hehe

Vamos lá!

10º. Café Arteplex

Até tinha nome de cheesecake, mas não era um cheesecake. Ele tinha uma massa que parecia de bolo ao invés da “casquinha” feita de bolacha, era assado, ok, mas tinha consistência quase de quiche. Além de que, a massa ao redor estava meio queimada. Não consegui definir ao certo o gosto, a massa era meio ressecada, compacta, que vagamente lembrava o sabor de queijo.




9º. Outback Steakhouse


Tenho certa restrição ao cheesecake do Outback, infelizmente ele não me lembra exatamente um cheesecake, não tem a base (ou casquinha) e é mais compacto, com alguns grânulos na massa inclusive. É um doce bem esfarelento, e a calda nem sempre ajuda. A de chocolate passa, mas a de caramelo...



8º. Café GNC Cinemas

O cheesecake deles tem consistência de flan, sabe aqueles flans de pacotinho? Pois então. Achei estranho ser assim, mas era gostoso. Embora eu não classifique como um legítimo cheesecake. Outro ponto é o custo, achei alto o valor que era cobrado para um doce com cerca de 7 a 8 cm de diâmetro por no máximo uns 5cm de altura. Mas sempre vale a experiência, ainda mais enfeitadinho assim com a calda de morango... hehe


7º. Café Livraria Cultura

Esse é um cheesecake mais sequinho, a massa não tão homogênea, com alguns grânulos. A casquinha estava um pouco mais salgadinha que o normal e a calda de frutas vermelhas bem espessa, mas saborosa. No conjunto não ficou tão mal, mas é um doce que não se pode comer sem o acompanhamento de uma bebida, talvez por ser mais sequinho mesmo.


6º. Confraria do Café

Esse tinha a casquinha bem úmida, um pouco amanteigada demais. A massa estava pouco doce, poderia ter um pouco mais de açúcar e não estava tão lisinha, estava um pouco granulada (tipo ricota), mas não estava seco. Estava saboroso, e dava para sentir bem o gosto do queijo. A calda de amoras estava doce na medida.


5º. Tartoni

Um doce compacto, pouco cremoso, nada esfarelento, mas bem saboroso mesmo experimentado sem a calda. A calda de frutas vermelhas estava bem doce, e a casquinha estava boa, mas muito espessa, poderia ser um pouco mais fina para não interferir tanto no sabor do doce em si.



Então, esse estava há um tempo como meu 2º lugar em preferência, inclusive cheguei a comentar em nosso post sobre isso. Mas são tantos cheesecakes experimentados que não temos como garantir que o melhor continuaria sendo o melhor depois de experimentar todos.



Esse cheesecake é fantástico! Nada comparado a todos os outros que eu já provei. Não tenho muito como colocá-lo em uma escala de melhor que um ou que outro (mas o deixo aqui nessa posição), ele é singular, é excelentemente delicioso. O doce cremoso e firme, coberto com a calda de frutas vermelhas, realmente me conquistou.


2º. Z Café

Sinceramente estava muito bom. Muuuiiito bom! Estava bem geladinho, consistente, mas em algumas partes um pouco cremoso demais, não tão consistente, mas delicioso. O que achei interessante é que era de amora, mas em cima da calda havia morangos. A casquinha estava na medida, bem fininha e saborosa. O recheio bem homogêneo, nada de farelos. Aprovadíssimo!


1º. Dado Bier

Esse sem dúvida alguma é o meu cheesecake preferido de todos os que já experimentei em Porto Alegre. O Dado Bier está de parabéns!

A calda de frutas vermelhas é doce na medida, com pedaços de fruta que se desmancham na boca. A casquinha fininha e em harmonia com o sabor do recheio. A massa/recheio na temperatura ideal, geladinha, mas sem exagero. A consistência não tem como explicar, é um doce homogêneo, não importa por qual lado você decida experimentar. Fantástico, esse é o eleito meu primeiríssimo lugar!


Percebam o conjunto, esse prato enfeitado com açúcar de confeiteiro, a hortelã para dar o toque e essa calda escorrendo. Sem comentários!


Agora vamos aos caseiros, que são dois: o meu e o do eu irmão Renato. E como fiz anteriormente, começarei pelo segundo colocado, que preciso confessar, é o meu.

2º. Cheesecake da Lu

O meu cheesecake não é assado, ele é feito com gelatina sem sabor para dar a consistência e depois colocado para gelar. A textura fica bem homogênea e ele fica cremoso e levemente úmido. Eu simplesmente adoro, mas o do meu irmão conseguiu ser melhor que o meu.


Ingredientes:

2 latas de creme de leite sem soro
2 ricotas
100 gr de manteiga
2 sachês de gelatina sem sabor
1 pacote de bolacha Maria ou Maisena
Morangos ou a fruta que preferir para a calda (pode ser goiabada)
Açúcar
Um pouco de leite condensado (opcional)


Modo de fazer:

Para a calda coloque os morangos lavados e picados em uma panela com açúcar e um pouco de água para que apenas cubra os morangos, pois com o açúcar eles vão liberar água. Deixe cozinhar em fogo baixo até começar a desmanchar, deixe esfriar e reserve.


Para a casquinha, triture a bolacha no liquidificador, misture com a manteiga em temperatura ambiente e amasse até ficar uma massa homogênea. Forre uma forma de fundo removível de 25 cm de diâmetro – se quiser pode colocar um papel manteiga, pois facilita depois para desenformar – e asse em forno médio por uns 10 minutos.


Por fim é hora de fazer a massa em si, o recheio. Despeje no liquidificador as 2 latas de creme de leite já sem soro, adicione a ricota picada aos poucos, batendo para ir desmanchando. Adicione um pouco de leite condensado ou açúcar para adoçar (eu uso açúcar), mas prove para sentir a quantidade necessária. Depois que ficar um creme homogêneo, adicione um envelope de gelatina sem sabor (preparado na hora e conforme orientação da embalagem). Bata mais um pouco e está pronto para ser despejado sobre a casquinha que já saiu do forno e está esperando.


Leve à geladeira por cerca de 4 a 5 horas – você pode sentir a consistência inspecionando – desenforme e cubra com a calda também gelada.

Agora é só aproveitar!

Dica: para a calda feita com goiabada, apenas coloque pedaços de goiabada e um pouco de água para ferver até que se desmanche por completo.

1º. Cheesecake do Gordo

Bom, esse então fica como o meu primeiro lugar em cheesecake feito em casa, meu irmão realmente sabe fazer, e a calda desse foi de goiabada. Pena que ele não dá a receita... hehe nem pra mim que sou irmã dele!


Espero que aproveitem as dicas dos locais, pois além de cheesecakes eles têm outras coisas bem apetitosas no cardápio. Pois é claro, dependendo do local você pode aproveitar uma deliciosa refeição e depois se deliciar com o cheesecake!

Agora vamos falar de filmes? Andei pensando muito sobre que filme falar em um post que é meu top de um doce que adoro, logo pensei qual seria o filme que mais gosto, que mais me emociona, qual o filme que me transporta completamente para dentro dele? A resposta foi imediata: O Senhor dos Anéis!


Sou uma fã apaixonada pelo universo de Tolkien. A obra máxima do autor é sem dúvida a Trilogia de O Senhor dos Anéis. Tolkien criou um mundo à parte com seus livros, ele deu vida à Terra-média através de sua criação. Desenvolveu idiomas próprios, lugares nunca antes imaginados, habitados por seres nunca antes encontrados. Assim é a Terra-média, um local magnífico pelo qual tivemos o privilégio de viajar e conhecer cada canto através do excelente trabalho de Peter Jackson, diretor da trilogia.

Basicamente O Senhor dos Anéis trata da luta para destruir o Um Anel. O artefato precisa ser levado à Montanha da Perdição, em Mordor, local onde foi forjado secretamente por Sauron, o Senhor do Escuro na Segunda Era. O Anel acaba sendo herdado por Frodo, já que seu tio Bilbo possuía o Anel depois de tê-lo encontrado na caverna de Gollum, mas isso já é outra história. Aqui Frodo e seus amigos têm a tarefa de destruir o artefato, e é isso que iremos acompanhar ao longo dos três filmes, passando por diversos locais e conhecendo desde o mais encantador personagem, até o mais cruel deles.


Peter Jackson conduziu com maestria essa empreitada, pois ele e sua equipe conseguiram transpor para as telas a alma da história, sua essência, sem perder em momento algum o significado original da obra na qual foi baseada. As atuações de todos os personagens são exemplares, mas alguns, é claro, se sobressaem a outros. Christopher Lee está incrível no papel de Saruman, o Mago que sucumbe ao poder de Sauron e se torna seu servo. O outro Mago que vemos em cena é Gandalf, onde temos Ian McKellen em atuação monumental, e como já comentei em meus textos que escrevi para o Fila K, Gandalf é a peça chave dentro da narrativa. Viggo Mortensen está muito bem como Aragorn, o herdeiro de Isildur que reluta em aceitar seu destino, preferindo viver à margem dos acontecimentos e auxiliando a todos, mas que na terceira parte da história ascende ao poder requisitando o que é seu, e está disposto a fazer o que estiver ao seu alcance para derrubar Sauron.


A direção de arte de Dan Hennah, responsável pelo trabalho de toda a trilogia merece destaque absoluto pelo seu desempenho. Os cenários da Terra-média foram recriados com perfeição, como os Pântanos Mortos, Minas Tirith, as Minas de Moria, entre outros. Destaco uma cena em especial a qual tenho como uma das mais fascinantes do cinema, que é a sequência dos Faróis de Gondor, onde um vai acendendo após o outro no timing perfeito, criando uma obra de arte nos céus de Gondor.

A trilha sonora de Howard Shore não só encanta como engrandece a obra. Cada composição se encaixa perfeitamente às cenas nas quais estão presentes, não restando dúvidas de que é um trabalho de gênio. Da mesma forma que a equipe de efeitos visuais da WETA está de parabéns por tudo o que conseguiu criar, mas principalmente pela criação de Gollum, visto que ele parece real, tamanha a perfeição. E é claro, sem a participação ativa de Andy Serkis, talvez as coisas não tivessem o mesmo destino, pois ele não só deu vida, como alma à Gollum.


As cenas de batalha são estupendas, destacando a Batalha dos Campos do Pellenor, no terceiro filme, e é claro, aquele é para mim (e para muitos) é considerado como o maior confronto individual de toda a trilogia, onde Gandalf enfrenta e subjuga seu oponente nas profundezas de Moria, o Balrog de Morgoth.


O roteiro adaptado pelo diretor e sua equipe é eficiente ao conseguir separar no conteúdo o que seria importante transpor para as telas e o que poderia ser descartado. Muitos ainda reclamam da adaptação de As Duas Torres, onde foram tomadas algumas liberdades a mais, mas o resultado final da trilogia como um todo é exatamente o esperado: algo épico, digno de ser colocado entre as melhores adaptações do cinema.

Finalizando a trilogia de forma magistral, o diretor nos entregou ao longo da narrativa algo que poucos conseguem: a plena essência da história contida nos livros de Tolkien. E para felicidade dos fãs da Terra-média, ele retorna agora com O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, que é a primeira parte de uma nova trilogia baseada no livro O Hobbit de Tolkien, juntamente com materiais de diversas outras publicações do autor. O Hobbit é um excelente filme, e dentro do proposto, cumpriu muito bem seu papel. O 3D do filme é utilizado com elegância e sabedoria pelo diretor, e a nova tecnologia utilizada, ou seja, os 48 quadros por segundo (enquanto os filmes normalmente são rodados em 24), concede à obra uma riqueza de detalhes inigualável. 

Caso tenha interesse, caro leitor, você pode conferir na íntegra as minhas críticas sobre os filmes aqui nestes links: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei.

Um comentário:

  1. experimente o cheesecake do Absoluto Café (na São Manoel, quase esq com a Protásio, em frente a pet shop Águia, bairro Rio Branco). É um dos melhores cheesecakes de porto alegre, na minha opiniao.

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