Livraria Cultura

Pré Venda Harry Potter

24/07/2013

O Matador de Bagé


*Post patrocinado por: Orgulho!

Dizem os estudiosos e entendidos, que na vida precisamos ter metas. As minhas eram: ver um show do U2 e um dos Stones (já vi dois do primeiro e um do segundo). Depois era quem sabe escrever um bom texto sobre algum filme (escrevi algumas coisas no mínimo decentes... se tivesse que escolher um, ficaria com Django Livre, que pode ser lido aqui ou aqui. Eu ainda diria que se tivesse que escolher, ficaria com o primeiro link, pois além de Django, tem a dica de um italiano top na cidade... rsrs). Mas antes de tudo isso eu pensava: quero participar de algum filme, de uma obra. Mas não de um que fique só nos arquivos da família, os famosos vídeos caseiros. Queria algo que tivesse lá seu cuidado, uma história, atuações, seu início, meio e fim. Se ele concorresse a algo já seria lucro. Meu objetivo sempre foi o mais simplório possível, queria ser um figurante de 1 segundo em cena e fim, já estaria feliz. Mesmo imaginando essa situação por longos períodos, nunca imaginei que participaria de uma produção feita com esmero, com raça, com orçamento e tempo apertados e que ainda assim sairia um resultado acima da média: assim é O Matador de Bagé.

No curta dirigido pelo estreante Felipe Iesbick (que já havia trabalhado com clipes anteriormente, vide o da música “Foi Capricho meu”, da Banda Tequila Baby) observamos a história de Assis (interpretado por João França), matador profissional, líder na sua profissão há 15 anos, sempre o número um em Porto Alegre. Mas eis que chega Assunção (Marcello Crawshaw), para desbancar a supremacia de Assis. E a partir disso veremos os desdobramentos dessa rixa que se criou a partir desse momento.


Em se tratando de uma história envolvendo matadores, não poderíamos esperar nada menos do que violência. Ela existe, das mais variadas maneiras e em diversos momentos. Mas ao contrário de ser um filme em que a morte surge como palco para a tensão contínua, as mortes aqui são apenas para descrever a maneira do trabalho de Assis, seu ganha pão, seu modus operandi, por assim dizer.  O roteiro escrito pelo próprio diretor também consegue, no pequeno tempo de história, descrever pontos de personagens fundamentais para a trama, tais como a dos próprios matadores Assis e Assunção, como também de Júlia (Elena Schuck), que tem sua vida diretamente ligada ao passado de Assis (na verdade o tempo se mistura aqui, passado, presente e futuro de Júlia estão intrínsecos à carreira de Assis).


Por mais que a história funcione de forma isolada, é inegável que para cinéfilos ou os mais aficionados pela Sétima Arte, o mais divertido e empolgante é observar cada referência, cada homenagem que Iesbick traça para seus grandes ídolos. Ver Assis observando Christopher Walken e principalmente, observando um grandioso pôster de Stallone em sua casa, Stallone é a edificação, é quem sabe o sonho maior de Assis, de quem sabe um dia ser tão fodão quanto (ou, em uma outra releitura, quem sabe o Garanhão Italiano ser tão phoderoso quanto Assis). Em um dos momentos de um dos ‘matadores em ação’, não tive como não lembrar imediatamente de Taxi Driver e seu ato final, entre outras referências que vão de Tarantino a Godard.

Com clímax filmado pelas ruas do centro de Porto Alegre, com enquadramentos que remetem diretamente a westerns clássicos de Sérgio Leone, O Matador de Bagé é um curta que mostra desde já o talento do diretor e roteirista Felipe Iesbick para com o cinema: que venham os próximos projetos!

P.S.: não paguei a conta no bar... se tivermos a continuação do ‘matador’, certamente serei um alvo fácil, mas enfim, já fui em show do U2 e Stones, escrevi um texto sobre um filme do Tarantino, já fiz papel de figurante no cinema: Assis, Assunção e seja lá qual matador profissional esteja lendo esse texto: estou preparado para pagar pelos meus atos!


OBSERVAÇÃO FINAL: com alguns filmes, especialmente com alguns diretores, não tenho vergonha alguma de fazer um texto parcial, praticamente só exaltando as virtudes da obra que vi. Não sou crítico de cinema, teria muito que evoluir para chegar a ser um. Enquanto isso sigo escrevendo do meu jeito, de forma despretensiosa, muitas vezes sem nexo e sentido, palavras ao vento. Uns gostam, outros não... e segue a vida, com o  texto acima sendo devidamente patrocinado por: orgulho!

Atualização 12/08/13:

E O Matador de Bagé faturou 3 prêmios no Festival de Cinema de Gramado: Melhor Música (Frank Jorge), Melhor Ator (João França) e Melhor Filme... parabéns Felipe e equipe, parabéns a todos os envolvidos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário