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Pré Venda Harry Potter

13/09/2013

Paella da Lu e do Maza


Sábado de manhã, assisto ao programa do Anonymus Gourmet – como de costume – vou à feira comprar temperos “y otras cositas más” e depois me mando pro centro de Poa. Meu destino? O Mercado Público, pois como não me canso de dizer, é o melhor local de Porto Alegre para se comprar peixe e frutos do mar fresquinhos (entre outras coisas, como temperos os mais variados). Enquanto isso o Maza ficou cuidando dos preparativos para a nossa empreitada na cozinha.

Foto tirada antes do fechamento do Mercado em função do incêndio ocorrido em julho/2013. As compras para este prato também foram feitas antes do ocorrido, mas optamos por deixar passar um tempo e o Mercado reabrir para depois postarmos nossa matéria. Questão de respeito.
http://youtu.be/PQQMFbgdWmA
O prato do dia? Paella da Lu e do Maza! (nada modestos... rsrs).

Mas vamos lá na Japesca, curto muito o atendimento dos caras, e os produtos são sempre de excelente qualidade.


Minhas compras no Mercado Público foram: 500 gr. de camarões GG sem casca, 300 gr. de camarões GG com casca e 1 kg. de filé de cação.


De volta das compras é hora de descansar para mais pro final da tarde/início da noite começar a preparar a Paella.

Vamos pra cozinha?

Finzinho da tarde e os ingredientes começam a surgir diante da câmera:



Que visão esses pimentões!


Lavei bem os camarões com casca, pois as cascas servirão para o caldo.


Camarões para um lado...


...Cascas para o outro!


Depois de limpos os camarões, cortei em pedaços grandes: cenouras, pimentões - verde, vermelho e amarelo – cebola, alho e uma porção de tomilho. Reservei.


Enquanto isso, o Maza clicou o recipiente com 3 ovos cozinhando, eles servirão para o enfeite ao final.


Uma frigideira bem grande e de laterais baixas.


Azeite de oliva e é claro, o que uso sempre: manteiga de aviação (para quem nunca usou, acreditem: ela é sim mais cara, mas faz toda uma diferença, um sabor e aroma incomparáveis com a grande quantidade de manteigas existentes no mercado).


E as nossas cascas dos camarões vão para a frigideira!


Nosso convidado de honra:


Agora, por conta e risco, deixamos com vocês um vídeo das cascas sendo flambadas.



Depois de flambadas as cascas, deixei dar uma fritadinha até dourarem.



Aí juntei os ingredientes que havia cortado.



Acrescentei água até cobrir tudo e um pouco de sal, e deixei cozinhar até reduzir um pouco e formar o nosso caldo, para ser utilizado depois no cozimento do arroz.

Enquanto isso, vamos aos outros ingredientes:

Um pacote de anéis de lulas previamente descongelados.



Esse filé de cação maravilhoso.



Que depois e cortado foi se juntar aos pedaços de Kani (dica: descobri esse alimento de tanto frequentar o amável Dado Bier do Bourbon Country, tanto no buffet como na paella deles esse alimento dá um sabor diferente à refeição).



Os camarões sem casca (não os que descasquei, aqueles servirão de enfeite para o prato depois de passados na manteiga).




Que belezura!


Tudo aguardando sua hora de entrar em ação:


Esses aqui de cima em especial, vão para a panela somente ao final do preparo, depois que o arroz já estiver cozido. Eles são os “enfeites”.


Arroz arbóreo – 2 xícaras.

Os camarões que foram descascados foram passados na manteiga e posteriormente flambados pelo Maza, vamos ao vídeo! Esses servirão para decorar a paella.



Agora vamos pra wok!

Manteiga de aviação, azeite de oliva, cebola e camarões!




Lulas!


Agora é hora do Kani.


Delícia de cação, na medida.


Agora o arroz, o açafrão e nosso caldo delicioso que preparamos antes.


Enquanto eu finalizava a paella, o Maza colocou a mesa.


E tratou do serviço do vinho, um excelente Ancellotta Gran Reserva da Don Guerino que eu trouxe da Festiqueijo em 2012.


Fumacinha lindona... oops!


E aqui está ela: nossa paella!


Agora é aproveitar essa paella maravilhosa e é claro, devidamente acompanhada do vinho que escolhemos.


Pratos assim sabemos que não são baratos, mas de vez em quando é super obrigatório nos darmos a chance de apreciar algo do tipo. Eu amo cozinhar, e cozinho relativamente bem (ufa!), então não estranhem se de vez em quando aparecer uma nova receita por aqui (estou devendo fazer uma receita com salmão, não estranhem se ela logo aparecer por aqui). Essa nossa aventura gastronômica, sem contar o vinho, ficou na casa dos 100 reais (excetuando o convidado especial, Johnnie Walker, que o Maza já tinha em casa). Espero que gostem!

E vamos lá aproveitar mais uma crítica minha que foi postada anteriormente no Fila K! Agora é a vez do fofo, do ‘zoiudo’, do carismático... tá chega... rsrsrs do Gato de Botas.


Criado pelo escritor francês Charles Perrault no conto de fadas O Gato de Botas (1697), e depois adaptado para o cinema como o conhecemos hoje, em Shrek 2 (2004) e nos dois filmes posteriores (Shrek Terceiro, de 2007 e Shrek para Sempre, de 2010), o Gato de Botas agora se apresenta em carreira solo, no filme Gato de Botas, nova animação da DreamWorks dirigida por Chris Miller (Shrek Terceiro).

O filme já nos apresenta ao personagem-título (Antonio Banderas) como um esperto ladrão, mas não se assustem, pois ele é daqueles que rouba somente de quem merece ser roubado. Ele precisa de dinheiro para saldar uma dívida antiga, e em um bar para lá de suspeito fica a par da existência dos feijões mágicos que o levaria à gansa dos ovos de ouro (sim, aqueles de João e o Pé de Feijão), que segundo se sabe estariam em poder de Jack (Billy Bob Thornton) e Jill (Amy Sedaris), dois temidos assaltantes e assassinos. Enquanto bebe tranquilamente seu leite, ele colhe mais informações para seguir na sua empreitada.


O Gato de Botas é inteligente, astuto, sarcástico, malvado, sedutor, fofo e tem um sotaque irresistível. Entre outras tantas qualidades, é claro. Mas, o que dizem ser a perdição de um homem (neste caso, de um gato)? Uma mulher, certo? E nem o nosso querido felino ruivo seria capaz de escapar disso. É aí que entra em cena Kitty Pata-Mansa (Salma Hayek), uma charmosa ladra, e das melhores, pois consegue roubar sem que seja percebida a sua presença. E logo o pobre Gato cai em seus encantos.

Humpty Alexander Dumpty (Zach Galifianakis), o “ovo”, está na busca pelos feijões mágicos e precisa do Gato para ajudá-lo a consegui-los. Mas, Gato tem um problema sério com Humpty, e é Kitty quem deverá tentar convencê-lo a passar por cima de tudo e aceitar a jornada.

O filme ainda nos brinda com a infância do Gato, um pouco da sua história no orfanato onde foi criado desde que era um bebê-gato, e como ele veio se tornar o Gato de Botas. Desde pequeno ele já sabia convencer a todos com o seu olhar característico, o famoso “olhar de Gato de Botas”. 


A textura dos personagens e a direção de arte são incríveis. É possível perceber a diferença entre os pequenos personagens e o mundo “adulto” que os cerca. A fotografia saturada também auxilia a tornar a história ainda mais real, e o clima de faroeste presente em boa parte do longa ambienta os personagens de forma acertada. A trilha de Henry Jackman dá um toque especial de charme ao filme, principalmente nas cenas de “duelo de dança” entre Gato e Kitty. Aliás, essas cenas roubam parte dos louros da produção, são extremamente bem elaboradas e na medida certa.

O recurso split screen (tela dividida) é uma escolha inteligente, tem seu uso comedido no filme e nos momentos certos. A princípio cogitei que o 3D do filme não estaria sendo tão bem aproveitado, mas preciso me render à tecnologia quando relembrando algumas cenas em especial percebo que sem o recurso tais cenas se tornariam o “mais do mesmo”. Como exemplo, posso citar as cenas de luta, ou quando os personagens são levados ao alto pelo crescimento do pé de feijão, ou ainda, imediatamente antes disso, quando da tempestade que se forma. O recurso é realmente utilizado com sabedoria e de forma acertada.


Um dos poucos tropeços do roteiro talvez seja não desenvolver completamente alguns dos personagens, como Kitty Pata-Mansa, da qual obtemos apenas algumas parcas informações durante o filme. É uma personagem que se bem desenvolvida poderia complementar perfeitamente o universo do Gato, o que não acontece. Da forma como nos foi apresentada ela apenas faz parte daquele contexto, mas sem sabermos as suas reais motivações e nem o que a leva a tomar suas decisões. Outro ponto fraco do roteiro de Tom Wheeler é o fato de não explorar adequadamente o suspense com relação à aparição do “Grande Terror”, que quando revelada se torna algo simples demais.

A escolha do elenco no áudio original é excelente. Banderas, já sabemos que é o Gato e dele ninguém tira o posto, mas os outros dubladores também estão ótimos. Aliás, até Guillermo Del Toro, que também caiu de amores pelo personagem, empresta sua voz a um deles, o Comandante de polícia da cidade.


Gato de Botas é tanto para adultos quanto para o público infantil, apesar de que certas tiradas acabem por se perder no universo de pensamentos das crianças. O filme tem um humor extremamente inteligente, além de serem abordados temas importantes como a amizade, a escolha e o perdão. Um filme interessante para um personagem igualmente interessante e especial, um personagem que afinal de contas, consegue sustentar um longa sem ter um burro e um ogro ao seu lado e, principalmente, sem passar todo o tempo com seu olhar tradicional, como se isso fosse necessário para prender a atenção e atrair ainda mais a simpatia da plateia.


Obs.: Crítica postada originalmente e na íntegra em 08/12/2011 no Fila K.

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