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11/04/2016

Weiss British Pub


Um pub com a promessa de 40 torneiras de chopp e 2 de espumantes? Um bom motivo para conhecer o Weiss British Pub!

Convidamos muitos amigos, mas como a ida ao local e o convite foram em cima da hora, a luta para desbravar o Pub ficou a cargo meu e da tal faminta da Luciana...


De cara já sabíamos que a casa trabalhava com couvert artístico, palco já preparado, com promessa de que a música começaria a ser tocada 20h30.




A música começar a tocar modo de dizer, pois chegamos e ela já tocava no local, e os quadros sempre enaltecendo uns caras estranhos de Liverpool, tipo uma banda nova que está surgindo por lá e parece que fará sucesso pelo mundo, algo do tipo...


Como tinha essa forte influência britânica, nada mais justo e correto que ter uma cabine telefônica em alguma parte do local, bem digno.


Por enquanto o segundo andar ainda não foi liberado, mas não duvido que quando da liberação essa porta não servirá apenas como ‘ilustração’ e sim de fato como uma bela saída da casa.


Comentário aleatoriamente inútil da matéria: lá pelas tantas uma pessoa de casaco e boné parece ter dado tchau e saído do local. O pouco que olhei dele pensei: mas tá indo embora logo agora, mal abriu o local... deve ser um dos donos. Poxa, conheço esse cara, marcou minha infância televisiva. Ahhh, se ficasse mais tempo eu corria lá em casa, pegava minha jaqueta reversível do Tevah impregnada de naftalina e tudo mais, voltava todo molhado e suado nessa chuvarada, só para pedir para ele autografar essa minha vestimenta (quem olhava televisão nos anos 80 – ou antes – e parte dos 90 pegou a referência e descobriu quem é o Disco Cueca ilustre cidadão em questão)!

Mas chega de enrolação (na verdade tem mais coisa pra escrever), chegamos poucos minutos depois das 18 horas (por uma Porto Alegre onde restaurantes e Pub’s abram cada vez mais cedo, 18 horas, ou 17 horas, 16h30... local que só abre 19h30, 20 horas, 20h30? Pra mim já começam muito mal) e começamos a ser atendidos pelo Fernando, que marcou nossos nomes e entregou nossas comandas (paciência, ficou desfocado... e nem tínhamos bebido ainda).


Uma visão das 40 torneiras de chopp.


E claro, as aguardadas e divulgadas duas torneiras de espumantes, será que são saborosos os espumantes tirados direto das torneiras congeladas?


Pois de cara a Luciana pediu uma rodada de espumante. Das duas torneiras nos foi informado que apenas uma estava ativa, e era de Brut. Perfeito... mas na verdade não. Alguns minutos após o pedido nos avisaram que de fato a torneira estava congelada e iria demorar para liberar o espumante. Sem problemas. Enquanto tocava Eurythmics – Sweet Dreams (outra coisa bacana: o som toca em toda casa, mas quem fica no balcão, de frente pras torneiras, pode acompanhar o som tocando com a TV exibindo o respectivo clipe da música), pedimos uma Red Ale de 285 ml (Al Capone, Canoas): bem saborosa, mas estava entre morna e quase gelada. Tomaria outras doses dela, mas precisaria estar de fato gelada para bem gelada, coisa que não estava (e repito, mesmo assim bem saborosa).


A Luciana resolveu seguir na linha Red Ale e foi com o drink Jack Sparrow (Red Ale com uma dose de rum, novamente mesmo não estando bem gelado, estava muito bom, tomaria vários desses cada vez que retornasse ao local).


Enquanto bebíamos, o Fernando (outra coisa boa de salientar: todos os garçons com camisas pretas e no centro a bandeira da Inglaterra: GOD SAVE A QUEEN!) largou em nossa mesa uma bela dupla: salsicha bock com provolone e fritas, e molhos de mostarda (uma delas bem forte e em nenhum momento foi avisado que era bem forte e nem tinha a informação no cardápio. Da nossa parte não teve problema, provamos numa boa, mas acho importante os garçons darem essa informação para os clientes, mesmo que não tenha sido solicitado) e barbecue; mais pãezinhos integrais (boa pessoal, pão branco é tão sem graça às vezes) com iscas de contrafilé em molho gorgonzola. Salsicha bock bem saborosa, fritas com sal na medida pra mais (o que acho ótimo e pode fazer cara feia, tava ótimo mesmo), a carne muito macia e molho muito, mas muito consistente... um espetáculo e melhor ainda com ao fundo tocando Eye of the Tiger (sim, é inevitável escutar a música e lembrar dos filmes de Rocky Balboa).


Breve comentário: para quem entende e gosta desses lances arquitetônicos (não é meu caso), local com tijolos a vista e outros utensílios antigos, como máquina de escrever, marca ponto e disjuntores (esse último fiquei na curiosidade se já eram do local de anos, décadas atrás ou foi colocado especialmente ali, para reforçar o tipo de ambiente idealizado).


Partiu segunda rodada? Antes disso, acho bem chato quando você pesquisa cardápios na internet e não acha nada, algo tão fundamental e às vezes o local não divulga ou quem faz matéria não se importa com isso... não é o nosso caso, vamos ao cardápio de bebidas do Weiss British Pub (O de comidas esquecemos, já estávamos devidamente alcoolizados. E a coloração de algumas fotos, como dos cardápios, ficaram dessa forma por conta da mudança de luz do palco)!






Curioso que estava procurando uma cerveja escura. De cara fiquei interessado na 35 – Porter Black Tie, fui tentar esse número com o Fernando e ele foi direto ao ponto: escura é apenas a 33. Das duas uma: ou realmente a 35 não estava disponível no dia ou houve uma falha de comunicação ou conhecimento, pois vendo no cardápio e pesquisando na internet a Porter Black Tie de fato é uma cerveja escura. É uma dúvida que, quem sabe, o estabelecimento pode ou não esclarecer.

Mas é um mero detalhe a questão da ‘cerveja 35’, pois a Imperial Black IPA Velvet estava muito, muito, muito boa. Ainda não estava gelada (ou realmente é a ideia não servir as cervejas bem geladas, ou o meu gosto é que é o errado rs), mas estava um espetáculo. Se não bastasse isso, um aroma fantástico que me lembrou das idas ao Dado Bier nos invernos para tomar Royal Black, com a diferença que no Weiss British Pub não tem essa conversa fiada de que cerveja escura é só, e tão somente, no inverno. Melhor ainda com no fundo musical tocando um saudoso Mr. B.B. KING: parabéns pessoal, mandaram BEM PRA CARAMBA!


A Luciana, enquanto esperava se o espumante seria servido ou não, se a questão da torneira congelada seria resolvida, foi de Travelling, drink de Belgian com Campary e vermute branco... bem doce e na medida, melhor ainda com Lionel Richie de fundo, com All Night Long (All Night).


Para fechar os comes (que sobrou e parabéns novamente, embalagem pra levar sobras pra casa, algo que ainda tem muito estabelecimento que não tem, ou é pego de surpresa quando o cliente pede para embalar o que sobrou), um fish and chips.


As fritas de novo bem sequinhas e o peixe era no mínimo diferente. Questionamos um dos garçons e ele nos disse que o peixe era da espécie Polaca do Alasca. Veio em uma casquinha levemente à doré e cremoso por dentro. De todos fish and chips que já comi ou conheci, esse foi o que mais me surpreendeu, muito bom quando isso acontece. Uma última visão dos comes e bebes finais.


Vale ressaltar que tanto bebida, quanto comida chegou antes do tempo previsto. Muito rápido o atendimento deles, um prato desses levar menos de 10 minutos só pode merecer elogio.

‘Mas acabou, não ia rolar o espumante?’ Pois é, um espumante fecharia legal com alguma sobremesa do cardápio (não lembro detalhes, mas basicamente as 4 ou 5 sobremesas do cardápio eram sorvetes com algum acompanhamento, tentador), mas depois de 01h30 min no local realmente fomos informados de que o espumante de fato continuava com a torneira congelada ou com problemas. Na hora da saída ainda veio até nossa mesa alguém que parecia ser um dos proprietários do local e nos pediu desculpas, falou algo sobre vazamento de CO2 no sistema, o que ocasionou o não funcionamento da torneira de espumante Brut. A outra torneira (como vimos, duas torneiras de espumantes), ainda não foi ‘inaugurada’, mas no futuro será com espumante Demi-Sec.

Essa experiência toda nos custou na faixa dos 175 reais (sem o couvert artístico, visto que fomos embora bem antes das 20h30), pagos com satisfação. O local abriu faz poucas semanas, acredito que ainda existam pontos a serem melhorados, como melhor informação dos pratos e das bebidas dos cardápios, etc. Mas de uma maneira geral foi um fim de tarde/começo de noite chuvoso agradabilíssimo em Porto Alegre. Promessa de retornar ao local mais vezes, para quem sabe tomar mais uma black, ou um espumante, ou pegar um autógrafo na minha Jaqueta Reversível do Tevah, essas coisas tipo assim... vida longa ao Weiss British Pub!


Av. Benjamin Constant, 1173 – São João – Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3084 1122
Horário de funcionamento: de 2ª a sábado das 18h à 01h

2 comentários:

  1. Boa tarde,

    Fascinante a release a respeito do estabelecimento, pretendo junto de meu namorado visitar o Weis British Pub logo, porém não havia encontrado na internet maiores informações que poderiam evitar algum imprevisto de ultima hora.
    Agradeço que tenham colocado sua impressão pessoal a cerca do ambiente, serviço e infelizmente a desventura da torneira congelada rsrsrsrs.

    Bom é isto, reitero os agradecimentos por eu ter hoje usufruído de uma informação bem nítida, explicativa e obtida através do senso de observação e sentidos que quem já passou por lá.

    Sucesso!!!!

    Abraços, Marina e Thiago

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    Respostas
    1. Boa tarde Marina e Thiago!

      Obrigado pelo retorno! As matérias estão esporádicas, mas sempre tentamos ser sinceros sobre o que achamos quando vamos a um local... mas tirando a questão da torneira e uma ou outra falha no atendimento, tava tudo excelente!

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